terça-feira, 21 de julho de 2009

Avó privilegiada


Embora uns mais do que outros, todos são dias importantes na nossa vida. Mas uns são mesmo dias especiais… hoje é o dia do 1º aniversário da Mariana!...
Fazendo uma retrospectiva deste ano, só me posso considerar uma avó feliz e muito privilegiada; tenho tido a sorte de estar muito presente junto da minha neta podendo-lhe, assim, transmitir todo o afecto, carinho e tranquilidade que, na ausência dos pais, ela tanto reclama!...É o colo, são as nossas longas e constantes passeatas, as nossas brincadeiras, as nossas conversas e cantorias mas, sobretudo são as nossas trocas de olhar que já criaram entre nós tanta cumplicidade!!!
Sinto que a Docinha já gosta de vir a casa da avó - sabe que vai ter mais rua, mais ar livre, mais passeio e muita, muita atenção!

A Naninha não se pode ver de sapatos - sapato calçado, sapato tirado. As meias vão resistindo… como está agora a ensaiar os seus primeiros passos, fiz-lhe estes peúguitos… se derem resultado, cá está a avó para fazer muitos mais!!!
PARABÉNS, DOCINHA!!!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Avó sensibilizada


Não, não fui eu a autora desta obra prima. Foi feito especialmente para o meu baptizado e, desde então, utilizado para o mesmo efeito por todas as meninas da família que iam nascendo –
a minha irmã, as minhas primas, mais tarde as minhas sobrinhas, algumas afilhadas e, por último, a minha neta. E quem sabe se a Mariana, um dia, tiver filhas vai ter também o imenso prazer de ver perpetuada esta tradição!...
O vestidinho, apesar da sua longevidade, apresenta-se de boa saúde, muito bem conservado e sempre disponível a novos desafios!...
Os pais escolheram o dia 4 de Julho, dia da Rainha Santa Isabel, padroeira da cidade de Coimbra para baptizar a pequerrucha - cerimónia que a Nanicas apreciou sobremaneira manifestando-se com magnífica disposição e aplausos sucessivos a todas as intervenções do sacerdote.

Não fiz o vestido mas sim este casaco, cheio de trançinhas, para combinar com um vestido de xadrez que a Nanocas vestiu depois da cerimónia.
Tinha que dar “um ar da minha graça”, não podia deixar passar este acontecimento incólume, sem fazer um miminho especial para o que muito contribuiu a escolha dos botões, umas rosinhas muito graciosas e tremendamente femininas !...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Avó decepcionada


Não conheço a Beatriz mas foi para ela que fiz este casaquinho visivelmente muito arejado. Sei que nasceu com pouco mais de 1 kilo e que, ao longo da sua curta vida (apenas 3 anos), tem dado grandes lições de luta e sobrevivência. Embora ainda seja “cinco reis de gente” é toda vivaça e super activa; está na idade de fazer fosquetas, imitações, arremedos… é uma criança…tem desculpa…

Quem não tem desculpa é quem, na casa da democracia de Portugal, onde supostamente se deviam discutir civilizada e exemplarmente os assuntos do país, deixa transparecer cenas tão deprimentes, desajustadas, impróprias como as que os nossos representantes nos têm vindo a brindar. Testemunhei presencialmente o contraste entre a sumptuosidade, luxo e opulência do Parlamento em si e a mediocridade e falta de nível dos intervenientes. Infantilidade? Palhaçada? O hemiciclo virou a arena parlamentar? Espectáculo insólito, deplorável que vai correr mundo pelas piores razões. Pobre país o nosso!!!...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Avó formiguinha


E pelas avós de todo o mundo não vai nada, nada, nada?! Mas mesmo nada, nada?!!! Tudo!... e para além de um GRANDE FRAaaa!…vai também uma sugestão de um casaquinho de dormir.


Já era tempo de homenagear as avós com um miminho!...E para a nossa idade… que tal um agasalho que nos conforte e enfeite nas noites mais frias?
Mas neste altura do ano? Pois é!... Embora me esforce nesta fase da vida por ser um bocadinho cigarra, ainda não me libertei da formiguinha que sempre fui. Fazer no Verão para usar no Inverno!...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Avó ocupadíssima


Para quebrar a monotonia, eis este macacão onde o bebé fica primorosamente “embalado”. Não há botões a incomodar nas costas ou na frente nem camisa a sair fora das calças e a deixar entrar o frio, tendo ainda a vantagem da mudança de fralda ser facilitada pela abertura entre pernas (o que não é, de todo, irrelevante).

Pode ser uma sugestão para os bebés vestirem nas manhãs e tardes mais frescas do tempo que se aproxima, tempo que convida todos, muito especialmente os avós, a passearem os netinhos!!!
É de fácil execução, o tempo é que, nesta época, começa a ser muito escasso para satisfazer tantas solicitações!!! As passeatas com a Mariana, as minhas caminhadas, alguma bricolage… mas é sobretudo a jardinagem que ocupa muitas horas do meu dia – há sempre folhas a varrer, relva a aparar, a rega de manhã e à noite!!!
Enfim, a assiduidade a que vinha habituando os meus visitantes pode sofrer, temporariamente, alguma oscilação!!!
Pode-se perder quantidade mas o que se deve é ganhar qualidade!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Avó "pressionada"


Este vestidinho lindo, de xadrez, em tons de rosa e branco foi oferecido à Mariana, aquando do seu nascimento, pelas primas Teresinha, Francisca e Madalena com o pré aviso – a estrear na 1ª comunhão da Madalena.

Há quanto tempo andava a congeminar um casaco adequado ao padrão do vestido mas, com a instabilidade do tempo, (chuva, frio...) fui adiando até que fui confrontada, nas vésperas do evento, com uma previsível mudança atmosférica. Foi, pois, sob grande pressão que fiz este miminho.
Penso que o efeito pretendido foi bem conseguido - harmonia, singeleza e simplicidade.
Até eu fui pressionada!!! Mas há pressões e pressões!!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Avó desapontada


Cor de rosa! Uma mistura de dois únicos pontos (meia e liga) resultou neste simples e lindo casaco!
Nem todos os miminhos que faço são para a minha neta. Nada de exageros! Na vida tudo tem que ter peso, conta e medida! A Mariana está grandinha ... mas para vestir este tamanho… “ainda tem que comer muita papa Maizena” como diria um dos nossos ministros ao referir-se a um dos candidatos às eleições europeias!
Que vulgaridade! Que baixeza! Que mediocridade!!!

Elevem-se, senhores ministros! Nem todos podemos ser altos, belos, bem parecidos!...mas podemos tornarmo-nos MAIORES com práticas louváveis, produtivas e um discurso que já não se exige eloquente mas, no mínimo, digno e correcto!
Esforcem-se! Empenhem-se! As “gafes” começam a ser mais que muitas e o saldo do vosso serviço cada vez mais negativo! Deixem-se de tricas fúteis e … mãos ao trabalho!!!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Avó esperançada


De corte inteiro, sem cavas e com as frentes simplesmente trabalhadas, este casaquinho
foi de fácil e rápida execução para o que contribuiu o fio grosso utilizado, de uma textura inexplicavelmente agradável e macia.
Verde! "Verde é esperança"
“A mais fiel
de todas as companheiras da alma é a esperança”


Nestes momentos tão agitados que vivemos, numa ânsia desassossegada e permanente
de notícias aterradoras sobre a proliferação da Gripe A, resta-nos ter esperança que esse maldito vírus desapareça e não ande por aí (como alguns dos nossos políticos) a “pregar das suas” simulando o seu eclipse e reapareça numa 2ª vaga, depois de ter sofrido mais mutações e se torne, então, ainda mais agressivo, virulento e muito, muito perigoso.
“A Esperança é a última a morrer”

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Avó "aprendiza"



Sempre gostei de ensinar ( não tivesse sido eu professora!) mas também adoro aprender. Tudo o que sei (que não é muito) partilho, com grade satisfação, não só no que diz respeito à minha área profissional mas, igualmente, noutras competências/hobbies (culinária, arraiolos, rendas, ponto cruz, jardinagem, etc.). Não faço “caixinha”, divido os meus modestos saberes por todos os que por eles se interessam.

Ora, no caso do tricot, sentindo-me com imensa vontade de subir de “nível”, talvez do 3 para o 4 (ainda são vestígios da avaliação!!!), decidi pedir ajuda, alguns esclarecimentos, para poder progredir, aperfeiçoar os meus trabalhos. Recorri à fonte certa, a uma amiga, profissional no ramo, que me orientou em certos pormenores patentes nesta sainha e que fazem toda a diferença.

Veja-se o encaixe na parte das costas, as tiras que contornam as cavas, os mates dos lados…





Foi com estes ensinamentos, dicas táctico-pedagógicas que me vão, estou certa, servir de base a futuras experiências, que concretizei mais este miminho. O meu bem haja à Fátinha!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Avó deprimida




ABRIL, ÁGUAS MIL”…
Mas tanto vento, tanto frio, tanta neve, nuvens tão bem instaladas!
Não bastando este panorama vivido nas últimas semanas, ainda fomos assolados pelas notícias da crise, da miséria, do descalabro mundial!
Deprimente!
Cada vez mais me orgulho de ter pertencido ao quadro de uma escola dos subúrbios da cidade, onde há 10/12 anos, já a própria escola, por iniciativa própria, mediante muitos casos de desemprego e de pobreza, tomava medidas no sentido de minorar as carências sentidas por algumas famílias. Uma preocupação louvável testemunhada nas refeições super bem confeccionadas servidas aos alunos para quem o almoço da escola era a única refeição quente do dia.
Havia alunos praticantes de modalidades desportivas que, por despenderem mais energias e chegarem mais tarde a casa, a escola conseguia (quase por artes mágicas) que levassem um lanche sob pena de só voltarem a comer, no dia seguinte, ao pequeno almoço, no bar da escola!!!
Ainda não se falava de crise. A minha escola não era, certamente, caso único, era um dos casos pontuais. Hoje estão generalizados!!!
O que fazer? O que podemos fazer quando sabemos que há pais que entregam, de manhã, as suas crianças nos infantários com a mesma fralda do dia anterior?
Falta de higiene? Fome? Vamos voltar aos tempos idos, dos nossos pais e avós, em que 1 sardinha era dividida em três partes?
Fala-se que a Igreja, a Escola e as IPSSs vão intervir mais e remediar alguns problemas…
Estou muito céptica. As escolas e as IPSSs estão a atravessar momentos económicos particularmente difíceis. Vamos rezar a todos os santinhos para que a Igreja nos possa salvar nestes momentos tão desesperados!
Para contrariar e reagir a este quadro real e negro (não estou a falar de campanha negra!) impus a mim própria, fazer este miminho de cores quentes, vivas e garridas para transmitir uma certa alegria contrastando com todo este clima envolvente.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Avó doméstica



Aleluia! Aleluia!
A Páscoa é uma das épocas festivas do ano com mais tradições na minha aldeia, (Tocha). Praticamente todas elas ainda resistem embora não vividas com tanta intensidade.
Ainda hoje o padre leva às casas dos seus paroquianos a cruz a beijar. Faz parte do ritual as pessoas visitarem-se neste dia, deambulando de casa em casa para retribuir os votos de uma boa Páscoa.
É um convívio fugaz, mas muito enraizado entre familiares, vizinhos e amigos mais próximos.

É também neste dia que os afilhados procuram os seus padrinhos para lhes pedir a bênção e o folar; o folar propriamente dito consta de um pão com ovos ou um bolo especial e um pacote de amêndoas. Há, todavia, uns padrinhos mais beneméritos que presenteiam os afilhados com mais algum acréscimo, mas o importante é relembrarem-se do papel relevante que podem, eventualmente, vir a desempenhar na ausência dos pais tendo, por isso, sido escolhidos criteriosamente e não só por razões afectivas.

É nesta altura do ano que, ainda hoje, muitas pessoas fazem as “limpezas grandes” das casas. Ainda tenho entranhada a tão agradável mistura de odores vividos nesses dias – o cheirinho da cera do chão, dos bolos que levavam horas a levedar (consoante a temperatura do ambiente e as “voltas” que se davam à massa), o perfume do alecrim e rosmaninho espalhados à entrada de casa (para dar luz verde ao padre); e a esta memória olfactiva, a não menos exuberante auditiva – o sino da igreja, os foguetes, a campainha que anunciava a chegada do padre!!!

Lá vão os tempos, em que as casas mais modestas (nos arredores da aldeia) só eram lavadas nesta data, único dia do ano em que a porta se abria especificamente ao “sr. prior”, sua comitiva, aos familiares e amigos (quanto mais não fosse este já era um motivo nobre para se festejar a Páscoa!); até se caiavam as paredes enegrecidas ao longo do ano pelo fumo das lareiras! ( era uma barrela a sério!)

Embora sem estes preciosismos, também andei mais envolvida, esta semana, nas lides caseiras, o que não me impediu de fazer este casaquito amarelo.
Já não consigo viver sem tricotar!
Apeteceu-me criar este conjunto de pontos que resultou neste miminho de tão fácil execução e com um efeito tão gracioso!!!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Avó conselheira






Passámos uma semana tremendamente agitada com cimeiras, reuniões, jantares de gala, onde também não faltaram os cházinhos das 5 "tea time" para as madames. Não, não sou contra, até acho que o chá faz muito bem, sobretudo aquele que se toma em pequeno. Entendo é que não se fique pelo chá e pelas conversinhas de ocasião que todos sabemos que não passam de circunstância. Tenho esperança que a primeira dama, a Michellita, tenha convencido as demais a seguirem-lhe o exemplo, a passarem para o terreno na verdadeira acepção da palavra. A Casa Branca, na verdade, terá mais hectares do que as “modestas” mansões das restantes congéneres mas, também lá terão, certamente, uns bons metros quadrados menos bem aproveitados. E nem todas precisam de ter a estatura robusta e pujante dela para fazerem uns mini canteiros de agricultura biológica e darem exemplos ao mundo, como aprendendo se pode ensinar a contribuir para uma regeneração ambiental e criar um planeta mais saudável.
Para aquelas madames de tez mais branca e sensível ao ar ou ao sol e poderem ficar, eventualmente, menos apetecíveis, também a primeira dama as pode incentivar ou mesmo ensinar um tricot ou crochet para não serem apenas compradoras nas quermesses de beneficência; tornar-se-iam colaboradoras e produtivas!!!
Eu já vi Michelle Obama, ela própria, a cuidar das plantações e não estava a ser escoltada pelo cão de água português!!! “cá para mim” ela é mulher de fibra, (não estou a dizer de febra), muito completa, que sabe fazer tudo e, com a sua reconhecida pedagogia, vai, a par do marido, revolucionar positivamente este mundo tão depauperado em que estamos a viver.
Tenho a certeza que os maridos ficariam agradecidíssimos, quanto mais não fosse por as verem ocupadas e, assim, terem mais tempo para “queimarem a pestana” a encontrar soluções para a crise, com menos risco de “rebentarem os fusíveis”.


Bem, mas agora estamos na Semana Santa, na chamada Semana Maior que nos convida à reflexão, meditação, a uma tranquilidade física e espiritual. É neste clima de serenidade, paz e amor que desejo a todos e muito especialmente aos meus leitores uma Grande Páscoa.


E com esta conversa toda, o essencial ficou para trás – o casaquinho verde! A particularidade deste miminho consistiu em ter jogado com o canelado nas frentes de maneira assimétrica e rematando-o com um picot visivelmente muito gracioso. Como fica bem com o vestido de xadrez!!!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Avó poupada





E como no “poupar é que vai o ganho”, agora é “fazer render o peixe”. Há que tirar proveito e partido do investimento feito nas várias lãs utilizadas no casaco e macacão dos “posts” anteriores.
Fui criada num ambiente de poupança que nada tem a ver com forretice. O lema era e perpetuar-se-á no meu meio familiar o espírito de economia, onde uma boa orientação, o gerir bem e seguir à risca a lei de Lavoisier (“…nada se perde, tudo se transforma”) são condições indispensáveis para o atingir.
Em tempos de crise, como os que estamos a atravessar, é pertinente relembrar estes princípios e imprescindível aplicá-los. Com os recursos disponíveis e recorrendo a alguma imaginação, encontramos sempre uma saída mais ou menos airosa para resolver o problema.

Neste caso, achei por bem fazer um casaco curtinho (e até é assim que eles se usam!) e decotar bastante para gastar menos fio e ao mesmo tempo mostrar a laranjinha do peitilho do vestido.
Surpresa das surpresas! - ainda sobrou lã!!! o que não deixa de ser sintomático – afinal, quando somos muito comedidos nos gastos, por vezes, somos agradavelmente surpreendidos com os resultados!!!
Uma fatiota toda alegre, muito janota!!!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Avó rendida


Afinal os botões azuis indiciavam um interregno na intenção do meu público alvo (as meninas). Não faço qualquer tipo de descriminação em relação aos rapazes, mas a predominância do género feminino na minha família é de 99% e, só por isso, me sinto mais vocacionada e motivada
para motivos femininos.


Mas ao varrer o olhar por uma revista, rendi-me completamente a este modelo – irresistível!
Não é, pois, produto da minha imaginação; plagiei-o, muito fielmente, já que qualquer alteração, por muito criativa que fosse, não resultaria tão bem como as presentes imagens revelam.
As riscas estreitas do macaquinho, sem mangas e pernas curtas, são realçadas pelo branco e condizem lindamente com o contraste das riscas largas do casaco – uma sintonia perfeita!


Fiquei com vontade de repetir a façanha!

domingo, 15 de março de 2009

Avó moderada



Depois do discreto casaco beije, tive vontade de dar um volte face, uma cambalhota de 360º e fazer este espalhafatoso “arco-íris”.
É a necessidade de variar, experimentar combinações, pisar o incerto, arriscar!...
Sorte (ou azar) da criança que vai vestir o casaco! Só não tem as sete cores do “arco da velha” porque não as encontrei! Mas esta ainda é a minha faceta moderada!
Ando cá com uma "pica" que não me admiro se vier a surpreender tudo e todos, incluindo-me a mim própria, com uns miminhos mais extravagantes, até mesmo excêntricos.
Este é bastante garrido, folclórico, muito apelativo.

Botões azuis? Será para rapazinho ou simplesmente uma questão estética? A ver vamos!...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Avó egoísta



Elejo o dia 7 de Março como sendo o dia mais feliz da minha vida – o dia do nascimento da minha primeira filha, mãe da Nanicas. Faz hoje 32 anos!
Tudo era desconhecido, uma expectativa desmesurada, uma novidade cheia de interrogações! Foi uma opção bem pensada e muito consciente não ter dado ouvidos a ninguém, não ter feito qualquer leitura específica ( partos/nascimentos e afins); foi nessa santa e saudável ignorância que passei toda a gravidez e entrei na sala de partos.
Meses inesquecíveis, ímpares de boa disposição! Sentia-me poderosa, egoísta; afinal a minha filha, para todos os efeitos, ainda era só minha. Só eu é que a sentia, só eu é que já a conhecia. Embora ansiosa, e já no fim do tempo de gestação, não tinha vontade que todo este romance acabasse.
Eu sabia que a partir do momento em que ela nascesse, ela já não era só minha, já não iria andar sempre comigo. Tal era o sentimento de posse!
Chegou o momento! Tremendamente brutal, excessivamente mágico! Ela nasceu! Que alegria!

Este casaquinho, cor de café com leite, é para a bebé estrear no dia dos anos da mãe, por cima de um body com golinha e punhos de xadrez com estes tons. Inventei-lhe um lacinho para quebrar tanta discrição! Ficou bem, não ficou?