quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Avó burlada



















Mais uma sugestão! Peculiaridades? Uma golinha redonda, avivada pelo meu picô favorito em roupa de criança (ponto de caranguejo), uns alinhavos na cintura que dão um toque bem elegante e feminino ao vestido e uns buracos na parte inferior que lhe conferem também alguma graciosidade.


Buracos? Sim, mas estes são inofensivos... são enfeites; à força de tanto ouvir tal palavra, (talvez a mais generalizada e disseminada nos últimos tempos) até a mim me ocorre quando falo/escrevo sobre pontos utilizados nos meus miminhos!... Ao que nós chegámos!


Tanto buraco, tanto buraco!... todos os dias desponta mais 1, ... uns grandes, enormes, outros gigantescos a rondar a cratera... uns de autoria assumida e cometidos por ambição política... outros praticados com fins lucrativos por alguém que se confessa descaradamente incólume, ausente de culpas e desavergonhadamente se passeia algures por essas capitais cosmopolitas, quiçá, paraísos fiscais desfrutando do bem estar, "do bem bom" que todos nós, contribuintes, lhes proporcionámos...


Ganharam-no em bom tempo, ou melhor, roubaram-no no tempo em que ainda "o " havia... tornando este país conhecido por aquele rectangulozito à beira mar esburacado...


Agora é que é caso para parafrasear o tão polémico dirigente nortenho "Quantos são, quantos são?!"


Pela magnitude terrífica da situação não foi obra de meia dúzia de intrusos... forçosamente tratou-se de um bando de malfeitores, gentinha de má índole que aproveitou o poder para enriquecer (ilicitamente) sem escrúpulos de qualquer ordem "borrifando-se" simplesmente para a decadência e empobrecimento do país. Fomos burlados!...




























quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Avó inspirada



















Se é certo que as distâncias maiores que podemos percorrer estão dentro de nós próprios, a verdade é que uma fonte inspiradora potencia indubitavelmente todo e qualquer processo criativo.

Apesar de um Verão mascarado, tímido, caprichoso, multifacetado (muitos dias acumulavam as 4 estações), não foi, contutudo, impeditivo de me deliciar com todas as suas "caretas" e me deixar extasiada ao contemplar a pérola eleita da praia - o mar. Ora azul, mansinho, transmitindo uma tranquilidade única, olímpica ... ora revolto, bravo e ruidoso que nem felino assanhado...

Não sei qual deles prefiro - ambos me conquistam, me deleitam, me inspiram...
Foi com este pano de fundo instável, extravagante que estes miminhos, também eles azuis, ... nasceram, cresceram, tomaram forma e se apresentam muito vaidosos e convencidos da sua singularidade!...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Avó contemplada









Finalmente parece ter chegado o Verão! O tempo está a aquecer e o malfadado vento está a perder forças... por quanto tempo nos irá ele dar tréguas?!
Foi a pensar nas manhãs e tardes mais frescas que idealizei esta saiinha de fio de algodão com motivos emblemáticos desta época para vestir por cima de uma camisa ou t-shirt branca ou em tons de azul.
É tempo de férias (para os mais afortunados)... é altura de nos alhearmos da vida do dia a dia, de nos deixarmos andar um pouco nas nuvens, ao sabor das águas... enfim, saborearmos o relaxe, a descontracção de alguns dias por poucos que eles sejam sem esquecermos, contudo, aqueles que por um ou outro motivo, este ano, (quiçá nunca) não foram contemplados com esta benesse tão necessária, merecida, retemperadora! Bom descanso e até Setembro... se Deus quiser...

domingo, 17 de julho de 2011

Avó desconcertada
















Fomos colegas no liceu. Tínhamos, então, uns treze anos - ela sobressaía de toda a turma pela sua estatura, mais alta, mais mulherzinha do que todas nós. De tez clara, a sua face era seda branca envolvida por uns cabelos pretos e brilhantes, sempre de sorriso estampado mesmo que as notas não correspondessem ao esforço empreendido. Estava de bem com a vida, tudo fazia parecer que tinha sido bafejada pela sorte, pela felicidade, que vivia a melhor das maravilhas. Fomo-nos conhecendo melhor ao longo do ano, tornámo-nos amigas... confidenciou-me que era órfã de pai e que não tinha irmãos. A sua família era apenas e só a sua mãe.
Aos dezassete anos, com o liceu terminado, cada uma seguiu o seu curso, a sua vida e, apesar de vivermos na mesma cidade, nunca mais nos tínhamos tornado a ver..
Quis o acaso que nos reencontrássemos muitos anos mais tarde... estava um dia a receber encarregados de educação quando sou surpreendida por uma mãe orgulhosíssima do seu filho ( e bem razões tinha para o ser) ... caímos nos braços uma da outra. Só tinha boas informações para lhe transmitir... o comportamento, o aproveitamento, a relação com os colegas, a sua simpatia ... era um menino de ouro... mas, tal como a mãe, único filho e tinha perdido precocemnete o pai.
Dada a conjuntura circunstancial, esse ano foi farto de reuniões, troca de conversas...
Seguiu-se mais uma década sem sombra nem rasto de qualquer uma de nós...
Um dia... indo ao volante do meu carro apercebi-me que a minha amiga ia a pé na rua... parei o carro... corri ao seu encontro... os seus cabelos já eram cinzentos, o seu sorriso ao ver-me foi discreto, cerimonioso, forçado... fiquei desconcertada e só o percebi quando, lavada em lágrimas me contou que também já tinha perdido o filho. Situação simplesmente comovente, trágica, dramática!
Vivia, (vegetava) com e para a mãe a quem prestava assistência, a sua primeira e última companhia.
E o tempo foi caminhando...


Há dias, num encontro de Vicentinas, deparo-me com uma senhora de cabelos completamente brancos da cor da sua pele, com um sorriso constrangido, parecida com a minha amiga. Era ela... vive sózinha mas não está só, vive para os necessitados... são eles a razão do seu viver... deambula pelas ruas da cidade descarregando energias, angústias, procurando desesperadamente sossego anímico, já que, como ela diz, os químicos aliviam momentaneamente mas... o remédio?... esse só mesmo "cortando a raiz ao pensamento".
Prometi-lhe a ela e a mim própria que nunca mais nos iríamos perder de vista.
Quem sabe se lhe vou conseguir incutir o gosto pelo tricô e, como Vicentinas que somos, ainda iremos fazer muitos casaquinhos como estes para bebés de famílias mais carenciadas?


São as famosas rosinhas de Portugal - um ponto muito feminino, com efeito muito especial como as fotos pretendem demonstrar. Difícil? de todo - do lado direito sempre liga; do avesso matam-se 3 malhas e na seguinte repomo-las; como? na mesma malha fazemos 1 meia, 1 liga, outra meia e assim sucessivamente. Na carreira seguinte, do avesso, desencontramos as malhas - em cima da malha onde matámos as 3, fazemos 3 malhas e matamos as 3 seguintes. Muito fácil mas requer atenção... se nos enganamos, o desmanchar torna-se trabalhoso... cuidado e boa experiência!















segunda-feira, 27 de junho de 2011

Avó decidida


















Andamos mesmo em maré de acordos!... Ele é acordo político, ele é acordo programático, ele é acordo interno, ele é acordo europeu, ele é acordo ortográfico...

Neste emaranhado, labiríntico plantel de acordos, quantos não são os desacordos que estiveram na sua génese e que, somente por via das circunstâncias, o deixaram de ser para passarem a "pseudo acordos"!...

Sempre gostei de acompanhar a evolução dos tempos. Vanguardismo?! não exageremos... contudo, apesar da minha (ainda não provecta) mas já avançada idade, abomino dias mornos, vazios, rotineiros em que nenhuma das suas 24 horas me traga nada de novo, me espicace alguma curiosidade, enfim, me acrescente (por pouco que seja) ou equilibre o meu nível de conhecimentos... sim, porque à medida que o tempo vai passando, muitos dados vão-se "auto deletando" para o disco rígido se ir renovando com novos ficheiros... por quanto tempo?!... isso já é outra conversa...

Sou uma aprendiza compulsiva!...

Contudo, em relação ao acordo ortográfico, a minha adesão não tem sido tão espontânea quanto era suposto.

É com ligeireza/ignorância(?!) que tudo se resolve a partir de agora se retirarmos as consoantes surdas ou usarmos ou não o hífen nas palavras compostas por justaposição... e as excepções?... e tantos outros casos que nos questionam dúvidas e para as quais ainda não temos meios acessíveis, capazes e habilitados para as elucidar?
As minhas previsões para os próximos tempos (que vão ser longos) não são famosas... vão ser múltiplas as versões para um mesmo texto... à conta do acordo ortográfico, tudo vai ser permitido, desculpado...

A minha decisão está tomada - enquanto não me sentir completamente esclarecida vou continuar a escrever de acordo com a antiga ortografia.

Decididíssima também estou a mostrar-vos cada vez mais miminhos sempre com uns laivos de novidade... este gorro a fazer "pendant" com o vestidinho... é lindo, funcional e fácil de concretização!...





















sexta-feira, 3 de junho de 2011

Avó voluntária

























2011 ano europeu do voluntariado. Mas então todos os anos, diria mesmo todos os dias não são dias de voluntariado?!


No mundo global em que vivemos há uma tendência levada ao limite de rotular todos ou quase todos os dias do ano.


Embora compreenda o objectivo de tal prática, lotada dos mais sublimes e bem intencionados propósitos, não deixo de discordar de alguns, não só por se tornarem demasiadamente banais e, como tal, perderem a sua verdadeira essência mas, sobretudo, porque algumas dessas efemérides são passíveis de grandes embaraços, situações muito complexas de se ultrapassarem.


Quão difícil, triste, penoso é o dia da mãe, do pai para todos aqueles que já os não têm, muito especialmente para as crianças que, nas suas escolinhas, dias a fio preparam a festa, fazendo trabalhos, ilustrando-os, escrevendo poemas para os oferecerem... a quem?! Isto não é desumano, ilegítimo? Será que o bom senso aliado a uma abastada dose de diplomacia por parte dos crescidos sejam suficientes para minorar o sofrimento destes seres frágeis e tão vulneráveis???


Mal andará o mundo se temos de ser lembrados para ir aos cemitérios (com frondosos ramos florais) visitar os nossos entes queridos em determinado dia!... E nos outros 364 dias do ano? Simplesmente ficam esquecidos, abandonados às ervas e bicharada?!...


Sou demasiado pragmática e levo aquela já tão desgastada e corriqueira (mas tão assertiva)máxima à exaustão "o dia de natal deve ser todos os dias".


Sou voluntária continuamente e não concebo a nossa existência sem nos dar-mos aos outros particularmente aos que, por um ou outro motivo, se encontram mais fragilizados. Há mil e uma maneiras de exercer o voluntariado - são tão variadas quanto as necessidades da comunidade e a criatividade de quem o pratica não havendo fórmulas nem modelos a serem seguidos. Todos nós temos algumas capacidades, habilidades, dons que, por parcos que sejam, podem fazer bem a alguém e garantidamente nos trazem a nós próprios uma grande satisfação, uma enorme realização pessoal.


" O voluntariado é um hábito do coração e uma virtude cívica" - exige muito amor, muita generosidade, grande solidarização, um altruísmo sem limites e por que não dizê-lo algum ou por vezes muito sacrifício... mas vale a pena!...


E também não vale a pena gastar algum do nosso tempo a fazer um miminho destes?...

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Avó nostálgica




















Estamos em plena época da Queima das Fitas e apesar destas festas se terem proliferado pelo país fora, nada ou pouco têm a ver com a original, genuína Queima Coimbrã.


Em tempos passados eram dias muito ansiados, dos poucos ou únicos do ano a que nos podíamos dar ao luxo de gozar, de nos divertirmos em grande... uma semana de relaxe, desleixo, algum abandono às aulas, aos livros e sebentas... dias deslumbrantes, cheios de magia....


Tal como hoje (todas as outras semelhanças são apenas coincidências) todo este encanto tinha o seu início com a serenata... Que momento fascinante! A Sé Velha vestia-se de negro... o silêncio envolvente, os aplausos sui generis às actuações de exímios fadistas (as tossidelas) faziam deste evento um dos pontos mais altos, belos e românticos das festas...


A alegria, o matiz e a diversidade de humor dos cartazes do cortejo!.... sempre exuberante, excessivo... inesquecíveis aqueles hilariantes e sentidos EFERREÁS!...


O momento filantrópico da venda da pasta com as meninas do sr. dr. Elísio de Moura!...


O tão distinto, rigoroso, elegante baile de gala!...


O tão erudito e sarcástico sarau... e tantos outros momentos culturais!...


As noites no parque da cidade!...eram únicas!... para além da atracção do cartaz de variedades era um ponto de encontro e de convívio da academia e de toda a população em geral!...


Memoráveis eram também as serenatas tocadas e cantadas à luz do luar e à janela das "donzelas"!... romantismo que envolvia não só os participantes mas se estendia a toda a cidade...


E embora também já houvesse um ou outro exagero... (não éramos santinhos nenhuns...)saboreávamos toda esta panóplia de acontecimentos com uma inexcedível e salutar alegria...


Como me sinto nostálgica!


Coimbra é história, cultura e tradição, cabendo aos estudantes a defesa de tão grande património.


A Praxe Coimbrã tem características únicas e inconfundíveis, e mesmo quando copiadas nunca essas cópias se confundem com o original.


E POR COIMBRA NÃO VAI NADA, NADA, NADA? TUDO!!!!!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Avó sonhadora















Alimento desde há muitos anos, tantos quantos os que me distanciam dos tempos da faculdade, o sonho de viver em terras alemãs por breve que que fosse a estadia... o suficiente para falar e ouvir a língua na terra dela, com toda a sua verdadeira especificidade, entoação... coabitar com aquelas gentes germânicas, viver no seu convívio do dia a dia, imiscuir-me nos seus costumes, na sua cultura...


Para um aluno de línguas devia ser imprescindível, diria obrigatório um estágio obedecendo a tais objectivos... mas naquele tempo não havia as tantas e diversificadas facilidades de hoje... os Erasmus e não só... o que não são estes programas senão oportunidades de encontro de estudantes de todo o mundo, de troca de saberes, de culturas, um incentivo, encorajamento e apoio à mobilidade académica?


À falta de capacidade de concretização de alguns sonhos, somos levados a criar "terapêuticas de substituição"...


Acabei de fazer umas mini férias em Berlim... não foram uns meses... foram uns dias aproveitados ao limite... não colmataram as lacunas sentidas ao longo da vida... mas ajudaram a atenuar esse grande ressentimento...


De facto, a Berlim de hoje é uma capital a sério!... Pujante, rigorosa, enorme, contudo tranquila, nada ruidosa (para o que contribui a grande percentagem de velocípedes), com muita história antiga e recente, um património riquíssimo, muito organizada, (não fossem eles alemães) bem explorada e direccionda ao turista...
Um senão... a gastronomia... à excepção de uma Flammenkuchen... nada se aproveita, incluindo as bolas de Berlim!... demasiado anémicas, com um mísero e comprometedor recheio de frutos vermelhos, muito, muito manhosas... nada tendo a ver com as suas homólogas portuguesas... (haja alguma coisa em que nos sobreponhamos!) ... em tempos de crise, com um desemprego francamente patológico, atrevia-me a sugerir a abertura de uma rede de restaurantes com comida portuguesa... era certeiro, negócio garantidíssimo...


Ainda tentei uma audiência com a srª Angela MerKel... para lhe expor este e outros assuntos... podia ser que ela fosse mais contemporizadora... mais condescendente com a situação calamitosa em que nos encontramos... mas nada feito... nem sequer tive acesso à visita da abóbada do seu Reichstag... tudo cancelado... cá para mim... ela escusa-se a interferências de qualquer português enquanto a TROIKA permanecer em terras "socráticas"... quer dar numa de imparcialidade... AH! AH! AH!...


E como estamos em época de Páscoa, que tal um miminho com a alusão a esta quadra festiva?! UM COELHINHO

terça-feira, 5 de abril de 2011

Avó inconformada






Birras, amuos... têm-nos as crianças. "A culpa não é minha... tu é que foste o culpado... foste tu...não fui... foste tu..." mas passados uns segundos... tudo esqueceu e tudo ficou bem... Ora o ambiente de crispação política que nos rodeia em tudo se assemelha a estas criancices com a agravante de não ser passageira, traduzindo-se a cada minuto que passa em mais não sei quantos milhões de dívida, a mais e mais descredibilização e a um estado cada vez mais fragilizado, diminuído, caótico!...

Mas estamos a brincar com a vida das pessoas?

O país está gravemente doente, quase irremediavelmente perdido... sofre de partidarite, esquizofrenia, delinquência política, doença que se tem vindo a agravar há uns anos mas muito desenfreadamente nos últimos tempos. O diagnóstico foi-lhe feito atempadamente por tantos e tão conceituados especialistas... infelizmente, como mau doente não quis ouvir os conselhos (catastrofistas?); fugiu da realidade, meteu-se com umas bruxarias, umas mesinhas, de alívio meramente transitório...contudo... o mal estavava lá e a piorar de dia para dia.

Inconsciência! Irresponsabilidade de tais mágicos que lhe garantiam cura com palavras e discursos animadores mas completamente irreais e falaciosos...

E agora?

Tratamentos de choque, dolorosíssimos, prolongados ... com prognóstico reservado!!!

Ora bem! Nós vivemos num país pequeníssimo, com clima invejável, sol e mar com fartura, ingredientes que só por si já deveriam ser suficientes para sobrevivermos com qualidade de vida...(se os tivessemos sabido aproveitar, ou melhor, se não nos tivessem obrigado a desperdiçar!...)

Lula da Silva, recentemente doutourado Honoris Causa em Coimbra, provou ao mundo ser capaz de inverter (nos nossos dias) o estado social e conómico do Brasil; matar a fome a milhões de pessoas e de pôr a crescer um país de tamanhas dimensões!!!

Caso único, isolado no mundo?

Obviamente que não...

Não é só fora de fronteiras que há génios! Nós também os temos! Lembremo-nos do tão actual e prestigiante prémio Pritzker 2011, considerado o Nobel da Arquitectura alcançado por Souto Moura!...

Não nos podemos conformar com o estado deplorável, de miséria, calamidade, a que chegámos! Somos um país de história rica, de guerreiros, lutadores... não podemos baixar os braços... Apelamos à seriedade, sensatez de alguém muito conhecedor, empenhado, verdadeiro, integro que consiga, com elevação e soluções credíveis, tirar-nos deste pântano em que nos mergulharam...