terça-feira, 28 de setembro de 2010

Avó provocada







Viveremos num país "do faz de conta"?
Ao "diz-se" e "desdiz-se" já nos habituaram...
Agora o dr. Madaíl quis dar um ar da sua graça (só pode ter sido)... então o Mourinho, treinador do Real Madrid vinha dar "uma perninha" à Selecção Portuguesa... era "tipo biscate", era só por dois jogos...
Fantástico! Genial! Inédito! Insólito! Disparate completo e absoluto! Lá que o tivesse pensado, sonhado... estava no seu direito " o sonho comanda a vida"... nunca o deveria ter era desabafado quanto mais tê-lo apregoado pelos quatro cantos do mundo!!...
Ó dr. Madaíl! O sr. quis provocar o mundo, vir às luzes da ribalta (pelas piores razões) ou foi mais um dos seus momentos infelizes, imaturos e descontextualizados???
Aberração das aberrações!... Absurdo dos absurdos!... Uma excentricidade, uma fantasia Madailense...
O sr. é dirigente, deixe-se de extravagâncias, divirta-se mas não brinque com assuntos sérios e profissionais...
Tal política, tal desporto!!!
Brincar posso eu com as minhas agulhas... não sou profissional!...
Este é mais um miminho - muito prático, para os bebés se sentirem confortáveis e muito, muito quentinhos!...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Avó desafiadora





Para dignificar esta "rentrée" que se anuncia auspiciosa, optei por um dos meus "best sellers", o verdadeiro "fillet mignon" do tricot. Um jacquard com um padrão integralmente "engendrado" ao sabor das agulhas e que resultou, como podeis constatar, numa perfeita combinação de cores e desenhos.
Não se pense, porém, que é obra de "experts"; exige só e apenas um pouco de paciência para ir desenrolando as várias lãs que entretanto se vão entrelaçando e o cuidado de dar a devida folga entre os vários fios para o trabalho não ficar repuxado.
É essencial que o avesso fique perfeito; as laçadas não podem ser nem mais compridas nem mais curtas, impõem um tamanho certo, adequado como se vê na imagem.
É um casaco desafiador de dias frios; mas o que se pode ansiar num verão exageradamente quente em que o calor (sempre tão apetecido) se está a tornar enfadonho e deveras trágico?!
Não lhe podemos perdoar a sua persistência, a sua fúria impiedosa, não nos ter dado umas tréguas, por breves que fossem, mas suficientes para impedirem ou barrarem tantos e tantos incêndios devastadores de algumas vidas, muitos haveres e extensões incomensuráveis de floresta!...

sábado, 24 de julho de 2010

Avó provinciana







Espero não defraudar as minhas leitoras com este desvio aos habituais tricots mas sinto-me tentada a quebrar essa rotina e revelar uns laivos de uma outra minha grande paixão. Nem todas as tarefas caseiras me são agradáveis - tenho um mau relacionamento, mesmo nada amistoso com aspiradores, (andamos sempre aos encontrões); limpar pó também não acho piada nenhuma...Mas a cozinha... Efectivamente adoro cozinhar sobretudo comida tradicional - um bom cozido à portuguesa, uma saborosa feijoada, um rancho apetitoso, umas sopas bem gostosas, substanciais,...(comida toda ela muito levezinha?!) pratos não sofisticados, muito naturais que, para além de encherem o olho, consolam a fraqueza de alguns e satisfazem plenamente os mais esganados!!!
Não, não sou adepta da "nouvelle cuisine", visivelmente apetecível, cheia de arte, sem dúvida, mas que, por ser tão escassa, mesmo minguada, a sua degustação é demasiado breve, efémera, leve... é a minha costela provinciana... aprecio o requinte mas prefiro "pratos mais cheiinhos" como as próprias fotos o demonstram.
E também não está bonito? Para além de ser delicioso, o certificado de qualidade é garantido!!! Um simples pudim de peixe com diversos acompanhamentos - uns dispostos aleatoriamente, outros estrategicamente para o resultado final ser tão apelativo.
Foi servido fresquinho, ao ar livre, no dia do 2º aniversário da Mariana. Completamente diferente dos usuais mas não deixa de ser um miminho da avó! Ela merece!!!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Avó crítica




Diz a sabedoria popular que só nos sentimos completos, realizados depois de ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro.
Apesar dos seus verdes anos, a Cláudia já tudo isto fez admiravelmente!...
Plantar uma árvore é fácil; ter uma filha perfeitinha, linda, simpática como a Martinha já é muito difícil; escrever um livro deste teor é muito trabalhoso, exaustivo, muito delicado por exigir tantas e tantas leituras, imensas conversas/entrevistas, um enorme poder de síntese e de comunicação para conseguir transmitir tão bem o essencial de uma análise dos processos mais mediáticos que têm assolado, nos últimos anos, o nosso país!...
...e a acrescentar a este contexto e, não menos relevante, foi ter sido capaz de o conciliar com os primeiros nove meses de uma criança que, por mais boazinha que seja e sabemos que é, reivindica muitas horas de sono e preocupações!!! Só por grande paixão e ter a bebé como forte incentivo e inspiração!...
Um livro de grande actualidade, interessante, útil, elucidativo, com uma linguagem bastante conotativa, muito acessível... recomendo vivamente como diria Marcelo Rebelo de Sousa!!!
Muitos, muitos parabéns!
Com toda esta sua perícia e precocidade não tenho dúvidas que nos irá brindar, daqui em diante, com muitas outras plantações, mais crianças e muitos outros livros contribuindo, assim, para a reflorestação, incremento da demografia e cultura do nosso país!!!
No dia da apresentação do livro fiquei encantada com a Martinha! Tão doce, bem disposta, muito calminha, com um vestido fantástico em tons de azul! Se bem o pensei, melhor o concretizei! Chegada a casa, mãos ao trabalho...(também não sou mulher de me ficar pelos pensamentos, pelas palavras e muito menos por promessas)...saiu este casaquito azul clarinho para combinar com o seu cabelinho loiro, o seu tom de pele e as suas toilettes!...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Avó desalentada







O laçarote e o modelo da saia poderão, eventualmente, induzir as minhas leitoras menos atentas a depreender tratar-se de mais um miminho clone de outro anterormente apresentado. Para desfazer o equívoco, atrevo-me a propor o tão tradicional jogo das 7 diferenças:
- este casaco não é inteiriço
- tem outra cor
- é raglan
- a malha é feita num ponto diferente (sem nome?)
- a barra da saia é feita no ponto utilizado no casaco
- a parte de baixo da saia é feita em liga
- os carapins/chuteiras são às risquinhas...
Estas "chuteirinhas" são para a Maria... oxalá consigam congregar mais atenção, entusiasmo, inspiração do que as calçadas pelos nossos jogadores.
Em pleno campeonato mundial, onde prevalece ainda um clima de incertezas e de incógnitas há, infelizmente, para os portugueses, um dado adquirido, muito concreto - Portugal foi eliminado ( e bem eliminado).
No contexto actual, de depressão colectiva, seria magnífico, recuperador para o nosso ego andarmos entretidos durante mais algum tempo; uma certa alienação era salutar, benéfica, mesmo terapêutica.
Que saudades eu sinto do tão carismático brasileiro - ("E o burro...sou eu?") monopolizou o país de lés a lés - novos, velhos, ricos e pobres, fanáticos e indiferentes; com o seu sotaque simpático, envolvente, arrastou multidões aos estádios, às ruas, engalanou as janelas e varandas de Portugal!...
Não ganhámos o campeonato mas vivemos dias de completa loucura!
A toda essa genica, alegria, força, fomos, agora, confrontados com as detestáveis, ruidosas, poluentes vuvuzelas, uma falta de garra, um discurso morno, monótono e, porque não dizê-lo arrogante para rimar com pedante?
Perdemos e, à excepção da goleada (7/0) à Coreia do Norte, nada houve que nos tivesse animado, divertido, dado uma réstia de esperança!...
Nem todos os mandatos/contatos se cumprem neste país... será que o Queirosiano seja uma excepção?!...

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Avó estofadora









A Nanocas já gosta de brincar com bonecas, de as vestir e sobretudo de as despir e pô-las a fazer "ó,ó".
Procurei, procurei... e encontrei a Maria e o Manel de fatiotas pedagogicamente confeccionadas com uma finalidade específica: as crianças exercitarem e desenvolverem a sua destreza manual - abotoar e desabotoar, lidar com os fechos (rirris?) e autoclantes, apertar atacadores, fazer lacinhos - práticas que lhes vão desenvolvendo de entre outras capacidades a de autonomia.
E para pôr os bebés a dormir?Era melhor uma cama onde coubessem os mais pequenos mas também os maiores!
Tive uma ideia! Arquitectei um "sommier" e com 2 tábuas , 4 rodinhas, 1 pequena placa de esponja, uns restos de tecido, agrafador e muito, muito amor concretizei um daqueles miminhos que também me deu grande prazer no seu "fabrico" e garantidamente lhe vai proporcionar momentos inesquecíveis. A mantinha acolchoada e o travesseiro são adereços imprescindíveis!...
É uma sugestão para as vovós (temos mais tempo, disponibilidade do que os papás) muito gira, de fácil execução e que as nossas netas vão apreciar, desfrutar durante vários anos e, quiçá, guardar como recordação... de alguém que elas sabem que as ama/amou muito!
Feito por uma avó, tem uma importância especial, um valor acrescentado!!!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Avó convencida







Concordo integralmente com as palavras sábias de Oscar Wild "A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes" desde que não implique a nossa completa anuência a tudo o que momentaneamente as possa fazer felizes, aquilo a que eu denomino de caprichos de ocasião.
Mesmo como avós, temos o dever de estipular aos nossos netos normas, regras, não lhes permitir birras/teimosias, sermos, sobretudo, muito calmos, firmes e consentâneos, actuando/atuando (a minha adesão ao acordo ortográfico não vai ser muito pacífica) sempre em consonância com os princípios pré definidos pelos seus próprios pais.
Não sou daquelas avós demasiado permissivas que estragam os netos com tanta e tanta condescendência!... Tento encontrar um equilíbrio entre o consentir e o proibir e porque, presentemente, estou mais desafogada, tenho vagar, muita paciência, mesmo pachorra para explicar à Mariana a razão dos meus nãos.
As crianças comem tudo, a questão é saber dar-lho.
Mas se as pudermos poupar ou aliviar de algumas das suas pseudo angustias, das suas pequenas torturas... aí estão os avós para as mimar...
O caso desta camisolinha é paradigmático. É sabido que nenhuma criança gosta de vestir casacos, camisolas,... por sua vontade andariam o mais despidos possível...é o seu instinto de liberdade...gostam de se sentir livres, mais soltos, mais leves...
Foi a pensar que a Mariana vai gostar de vestir a camisolinha do sol, das flores, da árvore com laranjas (que ela chama sumo) que bordei estes elementos tão seus familiares e próximos...ela vai adorar!... Tenho a certeza!!!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Avó maravilhada









"As aparências iludem"
"Nem sempre o que parece, é"
À primeira vista, perante as primeiras imagens destas fotos, somos levados a recuar no tempo e, por momentos, sentimo-nos confrontados com um daqueles nostálgicos/pesarosos problemas de áreas que a Geometria tão bem nos equacionava... autênticos quebra cabeças para os menos apreciadores da matéria e verdadeiras delícias, passa tempos deveras prazenteiros para outros...
Porém, por artes não mágicas mas imaginativas e de bem fazer, a "larva" foi-se metamorfoseando até chegar a este produto final, um casaquinho (não de seda) mas de fio de algodão. Maravilha! Resultado fantástico... um conjunto azul escuro e branco muito, muito feminino, lindo, mesmo ternurento!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Avó confusa







De uma desestabilização que se vinha instaurando paulatinamente nas nossas vidas, fomos confrontados na última semana, "derepentemente", com impetuosas medidas avulsas, volúveis, instáveis que nos deixaram simplesmente atónitos, perplexos, não só mas, sobretudo, pela leviandade com que foram "mensageadas" e contra "mensageadas". O que hoje é, amanhã não é; e para a semana, como será?
O 1º ministro diz, os seus acólitos contradizem; o que é dado por certo por um, é incerto/provável pelos outros. Tudo começa, nada acaba...
O Presidente da Republica, "coitado", (limitado de funções) bem apela à sensatez, à ponderação, e já não lhe bastando não ser ouvido... ainda sentir-se "obrigado" a promulgar o casamento entre pessoas do mesmo sexo!...a aceitar a lei do aborto...paradoxo dos paradoxos!... presidente católico e ter de engolir tantos sapos...
Confusão instalada!!!
Penso ser porta voz do senso comum, do pulsar da rua, afirmando que o clima é de excitação, confusão, precipitação, descoordenação, desorientação e muita, muita inflação!
Tanto "ão"! É verdade! E enquanto só tivermos bons promotores e vendedores de ideias, falaciosos se bem que espetaculares shows televisivos, e não verdadeiros técnicos de excelência, credíveis, sabedores, sérios, consistentes, pragmáticos...vamos continuar neste barco sem rumo que ainda vai flutuando mas não tardará a afundar-se!...
Infelizmente não eram pessimistas ou catastrofistas todos (e não eram poucos) os que alertavam para o estado caótico do país!... É bom sermos positivos mas quando o optimismo só o é por ser, é patológico!...
Deixemo-nos de veleidades, de nos desculparmos com a crise conjuntural que bem sabemos ter potenciado as nossas debilidades estruturais. A situação é grave! No mínimo exige-se que parem para pensar, reflictam e sejam verdadeiros para poderem granjear alguma credibilidade...
Quem não precisa de parar são os meus miminhos - continuam a bom ritmo, dando sempre uma ou outra sugestão... são genuínos, verdadeiros!!...




quarta-feira, 12 de maio de 2010

Avó expectante







Embora não faça parte de "THE MOST INFLUENCIAL PEOPLE IN THE WORLD", segundo a revista TIME, não podemos deixar de reconhecer que um Papa é sempre uma figura de projecção mundial, de incontornável importância, de relevo e de destaque religioso, social e político.
Em plena visita do Papa Bento XVI vivemos momentos de certa euforia, de muita emoção mas também de algumas perplexidades.
Quão difícil será a tarefa de um Chefe da Igreja suceder a um Papa excepcionalmente mediático, robusto, afável, espontâneo, tão popular e bem amado como o era Joao Paulo II!...
Temos um Papa de grande densidade intelectual, um erudito, um académico, aparentemente de grande fragilidade física, com uma certa imagem dura, distante... Um era actor, outro é músico, pianista, tenor...
Diferenças abissais! Felizmente que não há clones humanos!
Num contexto de divergências, de um mal estar generalizado, de grande intranquilidade, de falta de valores em que actualmente vivemos, a expectativa desta visita é imensa; urge uma mensagem não de circunstância, mas sim uma mensagem mais ecuménica, de paz, mais objectiva, de verdade, de justiça, de fé, de alegria, e sobretudo de grande solidariedade...
Não esperemos o impossível... não vai trazer, de certo, soluções..."não podemos ser mais papistas do que o papa..."
Mas o seu apelo aos valores sociais (igualdade, fraternidade,...) pode vir a ser tão ferveroso, humilde e diligente que, efectivamente, "mexa" com todos nós e nos contagie e transmita um novo fôlego para ultrapassarmos os constragimentos, todas as adversidades com que nos deparamos diariamente!... "ASSIM SEJA!"
E esta camisolinha "mexe" ou não "mexe" connosco? Foi feita de restos de fio de algodão para ser usada nas manhãs e fins de tarde mais frescas. Com uma blusinha de gola branca por baixo e umas sainhas ou calções de ganga e uns ténis... temos toilette!!!




segunda-feira, 3 de maio de 2010

Avó incomodada








Meia Primavera já lá vai e o tempo teima em nos surpreender, todos os dias, com tamanha imprivisibilidade!... ora chove, ora faz sol, ora faz frio, de repente somos surpreendidos por um calor abrasador... constante só mesmo esse elemento atmosférico irreverente, atrevido, inconveniente, incomodativo,... o vento.
Os gostos variam - há-os que gostam do calor, há-os que se deleitam com uns dias bem frios ou chuvosos... uma lufada de ar fresco, uma brisa amena, bucólica, todos nós apreciamos... mas uma ventania desenfreada, desregrada, maluca, não acredito que tenha quaisquer adeptos!... Pessoalmente, sinto-me deveras incomodada!
Se para nós, adultos, são desagradáveis estas mutações diárias, para as crianças traz-lhes um inconveniente acrescido - uma má disposição, com tosses, alergias, constipações...
Põe casaco, tira casaco... não há casaco nem paciência que resista!
Na verdade, o casaco é uma peça de vestuário indispensável nesta época; é muito prática, de fácil manejo e que, para além de ficar sempre bem em cima de uma qualquer t-shirt, vestidinho..., pode sevir, eventualmente de acessório, consoante o remate que lhe consigamos imprimir.
Estes dois exemplares são os primeiros de vários que constam da minha aposta para esta "colecção de primavera/ verão". O cor de rosa choque tem gola crescida, indicado para dias mais frescos; o branco, mais leve e solto, com o pormenor da tira do pescoço com dupla função: ocasionalmente apertar o casaquito ou simplesmente servir de adereço (decorativo).
Utilizei fio de algodão, opção que irei seguir na maioria dos miminhos desta época do ano por ser, naturalmente, mais fresco e também muito macio.